terça-feira, 19 de junho de 2007

O Incompatível Grande Madeireiro

Sr. Marques Mendes,
Explique-nos lá por favor, porque é que as regras de incompatibilidade válidas para o País não servem para a Região da Madeira.
Ou, se pensa que estas são melhores e mais correctas que aquelas, porque não propõe a aplicação das mesmas ao País, em vez de exclusivamente à Madeira.
Se o problema é o da autonomia do Estatuto Regional, tendo o partido por si superiormente dirigido a maioria absoluta na Madeira desde há longos anos, porque não propõe aí a revisão do regime de incompatibilidades.
Poderia, por exemplo, encarregar desse acompanhamento o ilustre jurista que é o Sr. Guilherme Silva, deputado da Nação eleito pelo círculo da Madeira, membro da Comissão Política Regional do PSD Madeira e dirigente nacional.
Não lhe parece um pouco esquizofrénico, sobre o mesmo assunto, pensar uma coisa na Madeira e outra no Continente?

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Força Paulo, estamos contigo (Hang on Paul, we stand by The)

Apanharam-te, Paulo.

Não devias ter baixado a guarda.

A estratégia era brilhante. Infiltrares-te no seio da besta para a fazer implodir por dentro, mas foste traído pelo coração.

É, pois, altura de revelar a verdade.

Que as acusações de favorecimento e decisão para benefício teu e dos teus são injustas.
Que afinal não és o neo-con porque todos te tomavam, mas uma toupeira revolucionária e subversiva, que trabalhava afincadamente para a destruição do sistema dominante.
Como a aranha, ias tecendo a malha em que os enredarias.
Conquistaste a confiança do Supremo Bushedo levando-o a cometer asneira atrás de asneira, em direcção ao abismo.
Empurraste-o para o Iraque onde se atolou e se perdeu.
Conseguiste a nomeação para o Banco Mundial, onde preparavas, com insigne trabalho de sapa, imprimindo políticas de maior dureza a revolta do mundo menos desenvolvido.
Ai, mas tanta foi a força do amor à causa que não resististe a acelerar as coisas e arriscaste uma acção verdadeiramente engenhosa e inovadora no manual do infiltrado.
Poucos foram os que compreenderam o alcance do teu empenho e envolvimento na promoção salarial e colocação da tua companheira no state department estado-unidense.

Mas nós, C.O.W., iniciados na leitura dos teus sinais, percebemos que, subliminarmente, visavas:

  • Colocar mais uma fonte de informação privilegiada no centro nevrálgico inimigo;
  • Transmitir uma mensagem de fraternidade e amor à irmandade e resistência perso-iraniana (por isso foi ela, não outra, a tua Escolhida);
  • Denunciar a obsolescência do matrimónio que rebaixa a mulher (por isso não a desposaste, antes com ela vivias em igualdade de sem papéis);
  • Combater a discriminação das mulheres e outros grupos no mundo do trabalho, mormente a salarial, obrigando o próprio Império a suportar os custos de atribuição dum salário elevado e superior ao de homens em igual posição, ou mesmo superior, a uma mulher, não-branca, não-anglo, não-saxónica não-cristã;
  • Contribuir para a aceleração do descrédito da instituição de Bretton Woods, guardiã da ordem económico-financeira mundial.
És o Iluminado entre os iluminados, a Luz que nos mostra o caminho.

Demitiram-te mas não nos derrotaram.
Muitos de nós seguirão as tuas pisadas e nos locais onde estão infiltrados cometerão erro atrás de erro, de modo a provocar o colapso do sistema.
E eles não saberão distinguir entre os verdadeiros negligentes ou incompetentes e aqueles de nós que, voluntariamente, e parecendo aqueles, trabalham subterraneamente para a falha total.

Tremam Bushistas que o vosso fim chegará.

Sempre fiéis e contigo, Paulo.

Os teus irmãos C.O.W.,
Cavaleiros da Ordem de Wolfowitz

segunda-feira, 30 de abril de 2007

A etiqueta de Piña Colada del Moura

Em entrevista ao Expresso, Pina Moura afirmou que:
"A ética da minha relação com a política é a da lei. É a ética republicana."
Mostrando não saber o que é a ética.
Talvez pense que ser socialista é preocupar-se com o social.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

25


25 é sempre de Abril, de 74, 1974, o dia em que a poesia saiu à rua.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Gula Universitária

Disfarçadas de cooperativas, sociedades comerciais privadas mostraram sucumbir aos pecados da gula e avareza e não serem dignas de confiança para criarem uma universidade Livre, Moderna ou Independente.

sexta-feira, 30 de março de 2007

TV descafeínada

A RTP é perdedora porque se demitiu de pensar uma programação própria, limita a sua ambição a ser uma SIC light.

terça-feira, 13 de março de 2007

Partidos e angariadores

Enquanto o financiamento dos partidos continuar obscuro e subterrâneo eles continuarão incapazes de ter mão nos abusos das suas estruturas e dirigentes e de fazer frente ao tráfico de influências e corrupção. Porque não querem fazer perguntas sobre como se enche o "saco azul" e o que é preciso dar em troca, transigem com os caciques e angariadores. Mas depende apenas deles mudar e quebrar as dependências. Não o fazer é abrir a prazo a porta à aceitação popular dum qualquer autoritarismo "salvador" que prometa uma limpeza, de alto a baixo.

Partidos e Código de Ética

Insisto.
Os partidos políticos não podem ter a conformidade coma lei como único referencial para o comportamento dos seus dirigentes, representantes e eleitos.
O estatuto, poder e influência que têm, a responsabilidade e o exemplo que lhes são exigíveis pedem uma ética rigorosa.
Os partidos têm a obrigação de ter um código de conduta próprio e de ser exigentes com os seus membros e, mais ainda, dirigentes.
E de inquirir e apurar, internamente, situações e comportamentos menos correctos e, quando adequado, responsabilizar os seus agentes.
Para ajuizar se alguém tem carácter e respeitabilidade suficiente para o representar num cargo político, um partido não precisa das mesmas provas que um tribunal. Há comportamentos ética e politicamente inaceitáveis que podem não constituir qualquer crime, mas não deixam, por isso, de ser inaceitáveis e os partidos políticos deveriama agir em conformidade.
Será deconhecimento, mas nunca ouvi dizer que algum dos partidos políticos, sobretudo os parlamentares que legislam e decidem sobre a vida dos cidadãos, tenha um código de ética.
Algo cada vez mais comum nos vários tipos de organizações.

sexta-feira, 9 de março de 2007

A embaixada do Iraque onde deve estar

Ao contrário dos que se apressaram a criticar a decisão (o Marques Mendes não conta, coitado; como não tem nada de novo e próprio para dizer, está obrigado, por definição, a pôr-se em bicos de pés e dizer mal de tudo o que o governo anuncia - mesmo do que gostaria de ter sido ele a pensar ou fazer), aplaudo o anúncio do fecho da embaixada portuguesa no Iraque.
Por uma razão simples, para quê duplicar representações, e custos, se já temos embaixada, e o nosso homem em Washington, junto das reais autoridades do Iraque.